31
Out 10

 

    *  *  *

 

(dizia que o país lhe doía)

 

dizia que o país lhe doía

em que osso?

em que músculo?

em que sangue tinha ele o país que lhe doía?

 

dizia que o país lhe fugia

por qual estrada?

a que horas?

por qual cruzamento?

 

dizia que o país lhe morria

porque fugia do que lhe doía

matando-o por dentro.

 

                                 Fernando Tordo (n. 1948)

 

(do livro «Quando não souberes copia» - Campo das Letras, 2007)

 

publicado por flordocardo às 15:31
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publicado por flordocardo às 00:22
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30
Out 10

 

 

Acordo

Não acordo

Acordo

Não acordo

Acordo

Não Acordo

Acordo

Acordo! Acordo!

 

Mas afinal ainda falta resolver uma questão que anda aí pelos 400 a 500 milhões de euros...

 

Solução?

 

Que tal falarem com Balsemão? Os lucros de Impresa subiram. Com a GALP? Os lucros também subiram nesta empresa. Com o BCP, banco cujos lucros também subiram. Com o BPI, banco cujos lucros igualmente subiram. Também podem ir buscar o dinheiro que foi colocado no BPN e no BPP. E temos ainda a Portucel, a Semapa...Não é tudo malta patriótica?!...

 

Digam lá que não é uma boa ideia... Criavam uma conta à parte - tipo «amigos da Nação» - e punham lá a guita.

 

 

 

 

publicado por flordocardo às 22:59

29
Out 10

publicado por flordocardo às 23:55
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publicado por flordocardo às 17:19
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*

 

A alegria e o prazer

que eu via nos teus olhos

(encanto)

não verei mais

 

E quanto dói...

 

 

publicado por flordocardo às 15:48

*

 

Hoje, mais de 40 por cento das exportações alemãs têm por destino os países da zona euro. Continuando, como se sabe, a centrar a sua estratégia económica no forte aumento das exportações, a burguesia alemã só pode, assim, desejar uma coisa: que os seus parceiros da UE continuem a aumentar os seus défices comerciais… Ora são exactamente os défices comerciais - e não os défices orçamentais do Estado - que, gerando uma crescente dívida externa nos países menos desenvolvidos, colocam em risco a solvabilidade de um país e o põem à mercê dos especuladores financeiros (agora designados por “mercados”).

 

Perante esta realidade não deixa de ser significativo que a senhora Angela Merkel, acompanhada pelo senhor Sarkozy, queira impor mais duras sanções, económicas e políticas (como a perda do direito de voto nas instituições da UE) aos países cujos défices orçamentais excedam os 3 por cento do PIB. E, já agora e a este propósito, em que lado da barricada estavam a Alemanha da senhora Merkel e a França do senhor Sarkozy quando aqui há uns anitos os tais 3 por cento foram ultrapassados, sem que tais países tenham sofrido qualquer sanção?...

 

A lógica que se está a seguir para “debelar a crise” e “acalmar os mercados” parece-me, de forma simplificada, ser esta: o Banco Central Europeu (BCE) empresta dinheiro aos bancos de cada país a baixo juro (1 por cento) para que estes continuem a poder “financiar a economia”; estes bancos por sua vez emprestam dinheiro a taxas de juro 5 e 6 vezes superiores à praticada pelo BCE e continuam a usufruir de uma taxa de IRC rídicula; os investidores capitalistas, entretanto, continuam a não investir no aparelho produtivo, despedem e comprimem salários; em consequência os países mais pobres, como o nosso, continuam por seu turno a pedir dinheiro emprestado a juros altíssimos, sendo que uma parte substancial desse dinheiro se destina precisamente a pagar as importações feitas à Alemanha, França e outros países…

 

Os governos, por sua vez (ajudados por vários “especialistas”), cumprem o seu papel: convencer os governados que o “interesse nacional”, os “superiores interesses do país”, a preservação da “independência nacional” (imagine-se!...) passa, sem alternativa, por aceitar a mais selvagem política de austeridade que se possa conceber. E assim se fecha o círculo. Fecha-se é uma forma de dizer, pois quando a estagnação económica der lugar à recessão novos sacrifícios virão a ser pedidos ao povo trabalhador para “tirar a economia da recessão”, com vista a nos colocarmos “a par dos mais ricos” o mais rapidamente possível…

 

O essencial desta lógica, desta estratégia, assenta precisamente na urgência desesperada de convencer o cidadão e a cidadã comum de que não têm outra hipótese que não seja ceder a todo este estratagema de salvação do Capital. Sem este pressuposto, nada feito.

 

Ora se isto não é imperialismo puro e duro (ainda que a questão não se esgote aqui) então o que é?

 

Sucede porém que o nosso verdadeiro problema é salvar o Trabalho e não o Capital em crise.

 

Por isso Lenine, em 1916 (na obra «O Imperialismo - estádio supremo do capitalismo»), colocava esta questão:

 

«O essencial da crítica do imperialismo consiste em saber se é possível modificar por meio de reformas as bases do imperialismo, se há que seguir para diante, agudizando e aprofundando ainda mais as contradições que o imperialismo gera, ou se há que retroceder, atenuando essas contradições.»

 

Ora se queremos salvar o Trabalho, a opção é não retroceder. A opção é encarar o problema de frente e desmistificar a demagogia que por aí vai a este respeito. E afirmar claramente que há alternativa e que isto não vai lá com meras reformas.

 

publicado por flordocardo às 12:57

publicado por flordocardo às 00:05
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28
Out 10

 

*

 

(Quem fez isto foi... É... Um verdadeiro... Um genial artista!!!

O que eu já me ri hoje - que tão precisado estou...)

 

publicado por flordocardo às 18:27
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*

 

Em Outubro ou secam as fontes,

ou passam os rios por cima das pontes.

 

publicado por flordocardo às 00:54

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