31
Jan 11

 

*  * 

 

1. Vou remover em breve alguns links de blogues, os quais, tudo indica, deram a alma ao criador e não voltarão mais à luz do dia (e espero que não seja por motivos drásticos e/ou irreparáveis).

A saber:

lembra-me

miles to go

voando por manchester

Se por acaso tiverem notícias sobre os ditos cujos, façam o fazer de me dizer, ok?

 

2. Esqueçam a Yersínia, de que vos falei num post de 18 de Dezembro do ano passado... A coisa é mais grave. Chamam-lhe «adenocarcinoma moderadamente diferenciado» e é no cólon.

Como diria o outro, acontece... E seja como for, desculpem-me lá dar-vos esta notícia assim de chofre (e que muito hesitei em explicitar aqui). A situação, até mais ver, é grave - sem ser gravíssima. É operável, após algumas operações preliminares. Aguardo consulta hospitalar com especialistas no ramo.

Em vista dos factos, irão certamente notar alguma baixa no ritmo cardíaco deste blogue, como é natural. Mas sei que vocês irão continuar por aí.

Desejo-vos pelo menos tanta força quanto aquela que eu vou ter que arrancar de mim agora.

 

(PS - foi por isto que antes vos disse que este 2011 provavelmente só começaria para mim no dia 28 de Janeiro, dia em que fui ao médico)

 

publicado por flordocardo às 17:48
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*   *   *

 

(Para quê falar?)

 

Para quê falar?

Mas para quê calar?

 

Não há ouvido para a nossa palavra,

mas também não há ouvido para o nosso silêncio.

Ambos se alimentam unicamente entre si.

 

E às vezes permutam as suas zonas,

Como se quisessem amparar-se mutuamente.

 

                                                       Roberto Juarroz (Argentina, 1925-1995)

 

(do livro «Poesia Vertical - Roberto Juarroz» - antologia tradução e notas de Arnaldo Saraiva - Campo das Letras, Editores S.A., 1998)

  

publicado por flordocardo às 12:36
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30
Jan 11

publicado por flordocardo às 22:00
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*    *

 

A Comissão Nacional do PS reuniu e concluiu: que o resultado das eleições presidenciais mostrou que o eleitorado quer estabilidade política.

 

Portanto... Bem, portanto, caso Manuel Alegre tivesse sido eleito (ou forçado, no mínimo, uma 2ª. volta), a conclusão seria que o eleitorado pretendia a instabilidade política (o que seria, por certo, um drama...).

 

A "inteligência" está no seu apogeu no Largo Rato!

 

Não é notável?...

 

publicado por flordocardo às 20:43

29
Jan 11

 

(Estando sem palavras neste momento para vos dizer o que não sei se diga...)

 

publicado por flordocardo às 01:36
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28
Jan 11

 

*

 

Afinal, acho que este ano de 2001 só hoje é que verdadeiramente

vai começar para mim...

 

publicado por flordocardo às 13:02
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II Soneto para Cesário

 

Se te encontrasse, agora, na paisagem

nocturna dos fantasmas da cidade,

contava-te dos nossos pobres versos

no teu rasto de sombra e claridade

 

Contava-te do frio que há em medir

a distância entre as mãos e as estrelas,

com lágrimas de pedra nos sapatos

e um cansaço impossível de escondê-las

 

Contava-te – sei lá – desta rotina

de embalarmos a morte nas paredes,

de tecermos o destino nas valetas

 

De uma história de luas e de esquinas,

com retratos e flores da madrugada

a boiarem na água das sarjetas.

 

 

                           Dinis Machado (1930-2008) 

 

(extraído da Revista «Ler», nº 74 – Novembro/2008)

 

publicado por flordocardo às 00:51
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27
Jan 11

 

*   *

  

Tem dado que falar a “guerra” de uma parte do ensino privado contra o executivo de Sócrates. Mas, muitas vezes - como sucederá agora -, fala-se muito e pouco se acerta…

 

Em Novembro passado o governo, no quadro do OE/2011, aprovou um diploma que veio alterar o modelo de financiamento do ensino privado. Como se sabe, tal suscitou protestos, os quais continuam a ter lugar ainda hoje.

 

Fui indagar e descobri de olhos em bico que o Estado (nós, os contribuintes) financia o ensino privado existente numa média próxima dos 120 mil euros por turma. No ensino público (que é suposto não servir para dar lucro) essa média ronda os 80 mil euros por turma. Depois vi na televisão que no concelho de Arruda dos Vinhos, por exemplo, não havia escola pública (creio que ao nível do ensino secundário), sendo que a única escola que existia era assegurada por privados.

 

Conclusão: andamos a financiar as escolas privadas mais do que as públicas, o que constitui uma constatação “digna” da realidade do tão badalado “Estado Social”... Depois, acresce que isto é uma vergonha ser assim, 36 anos depois do 25 de Abril e da instauração da democracia (democracia?!) em Portugal, não acham? Porque será que o município de Arruda dos Vinhos, em pleno distrito de Lisboa, não tem uma escola pública após tantos anos de “democracia” e de rios de dinheiro vindos de Bruxelas? Eis uma pergunta à qual Cavaco Silva e seus seguidores na governação - onde se inclui Sócrates -, deviam responder, não acham?

 

Portanto, a presente “guerra” tem muito que se lhe diga…

 

Nomeadamente isto: se famílias trabalhadoras têm os seus filhos nas tais escolas privadas que agora estão postas em causa, no todo ou em parte, pelo referido diploma do governo, a solução política de fundo que tais famílias devem reivindicar desde já do Estado, do governo, é só uma: queremos escolas públicas nos locais que ainda as não têm, porra!

 

Ou seja: a solução, para as famílias pobres (que das outras não quero simplesmente saber) não passa por reclamar do Estado a manutenção dos privilégios financeiros de que usufruem as escolas privadas - as quais, pela sua natureza, se destinam a proporcionar lucro aos seus detentores (sejam eles, como muitos são, empresários, a Igreja Católica, os Meninos de Deus ou as Irmãs do Islão…)!

 

Espero ter-me feito entender.

 

publicado por flordocardo às 18:37

26
Jan 11

 

*  *

 

O patronato (aquele patronato que, por certo, faz parte da categoria dos tais “bons alunos”…) queria despedimentos mais baratos. Indemnizações entre 21 a 15 dias por cada ano de trabalho, em vez dos 30 dias em vigor. E queria ainda que as indemnizações tivessem um limite de 12 anos, ou seja, 12 salários.

O governo Sócrates, através da Ministra do Trabalho, acaba de dar ao patronato isso tudo: 20 dias de indemnização por cada ano de trabalho, até ao limite de 12 salários (salários-base e não "brutos") - ainda que tal só passe a ser assim para quem seja contratado depois da entrada em vigor desta alteração à lei.

Pretexto? O do “aliviar” os encargos das empresas com os despedimentos…

Explicou a ministra que é assim que se faz em Espanha… Olé! Com este “argumento” ficamos todos muitos mais descansados, não é?

É de notar ainda outra coisa: esta alteração vai criar uma nova divisão entre trabalhadores, como convém à classe dominante. Sendo Portugal um dos países europeus com maior número de trabalhadores precários, agora fica instituída uma nova dualidade entre trabalhadores, ou seja, entre os que já eram contratados aquando da entrada em vigor da lei e os novos contratados após a implementação da mesma…

Tudo em prol da Nação!...

E o Progresso? Vocês vão ver que ele fica já ali, mesmo ali ao virar da esquina…

 

publicado por flordocardo às 18:29

 

(Em Lisboa - 1978)

 

 

publicado por flordocardo às 00:13
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