31
Jul 13

 

*   *

 

Ontem foi dia de renograma.

Meio litro de água, meia-hora imóvel de papo para o ar (estou a treinar para homem-estátua...), pré-antecedida de uma picada na veia, alívio da bexiga, fotografia, novo alívio, nova foto.

Depois, largada dali para fora - cheio de galga para o almoço. Ufff!

 

É a vida (com inteira dispensa da «moção de confiança»).

 

Ah!, já me esquecia: peso actual - 51,4 Kg.

 

Fiquem bem!

publicado por flordocardo às 01:10
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*  *

 

 

(Quando pela noite chegas dissolvem-se as trevas)

 

Quando pela noite chegas dissolvem-se as trevas

e eu partir não quero, porque esta é a noite

que ilumina o dia, canto do silêncio, eco subtil

no discurso do mundo. Quando pela noite chegas

é meu o teu amor, e a morte tarda doce como mel.

 

                                   Ana Marques Gastão (n. 1962)


 (do livro «Nocturnos» - Gótica, Lisboa/2002)

 

publicado por flordocardo às 00:59
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29
Jul 13

 

 

*   *

 

Talvez nunca venhamos a saber o que verdadeiramente se passou nas reuniões para o "compromisso", realizadas entre o PSD, o CDS-PP e o PS e propostas por Cavaco - reuniões que num certo dia corriam bem e que no dia a seguir batiam com "os burrinhos na água"...

O certo é que o plano golpista de Cavaco fracassou, pois não se verificou um acordo formal entre aqueles partidos do poder. Todavia, não tendo sido bem sucedido aquele plano A do "salvador" de Boliqueime, a verdade é que o dito tem um plano B... Um plano alternativo que, tal como o inicial, tem por única finalidade dar garantias à tróica de que os interesses do grande capital estão acautelados e que a rapina do nosso país e do nosso povo pode prosseguir.

O plano B é coisa simples de explicar: a partir do momento que os partidos que assinaram o Memorando com a tróica se disponibilizaram para tentar um compromisso, Cavaco passou a tê-los sob a sua tutela. Sendo assim, Cavaco conta agora que o governo, entretanto remodelado, continue a garantir a exploração e a opressão do povo trabalhador português. E conta também que, em sede de concertação social, se venham a conseguir "progressos" entre patrões e sindicatos - exactamente aqueles "progressos" que não se conseguiram obter nas reuniões para o "compromisso"...

Quer dizer: se o PS não se vergou nas ditas reuniões (daria muito nas vistas...), talvez ele se venha a vergar no âmbito da concertação social por intermédio da UGT e de um tal Carlos Silva... 

As mais recentes afirmações das confederações patronais e dos responsáveis da UGT deixam claramente antever uma tal possibilidade. Aliás, Silva Peneda (do CES) já manifestou esperança num futuro novo acordo entre os diversos parceiros sociais. Assim, fracassado o plano A, o plano B teria condições para vingar - descansando os credores, os banqueiros, os "empreendedores" e restante parasitagem.

No entretanto, é claro que o povo não dorme. Uma verdadeira chatice, é claro...

É uma chatice o povo compreender agora como nunca antes que os campos estão perfeitamente demarcados. De um lado estão os exploradores, todos os que como o PSD, o CDS-PP, o PS, Cavaco e a tróica consideram que a dívida tem que ser paga por aqueles que não a contraíram nem dela retiraram benefício. Do outro lado está o povo trabalhador português, cada vez mais expoliado, oprimido e reprimido, mas também cada vez mais consciente da premente necessidade de derrubar o governo Coelho/Portas a soldo da tróica e de impor um governo democrático patriótico - um governo que suspenda de imediato o pagamento da dívida e prepare a saída de Portugal do euro e da União Europeia.

Eis a razão pela qual antevejo um mês de Setembro muito, muito "quente"... Em tal caso teremos então o plano C - o nosso!


publicado por flordocardo às 00:31

27
Jul 13

 

 

*   *   *

 

«Temos dinheiro para pagar os juros, mas não sobra para

uma democracia.»


José Vítor Malheiros, no jornal Público do passado dia 23



publicado por flordocardo às 03:25
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24
Jul 13

 

 

*   *   *

 

TEMPO SUJO


Há dias que eu odeio

Como insultos a que não posso responder

Sem o perigo duma cruel intimidade

Com a mão que lança o pus

Que trabalha ao serviço da infecção


São dias que nunca deviam ter saído

Do mau tempo fixo

Que nos desafia da parede

Dias que nos insultam que nos lançam

As pedras do medo os vidros da mentira

As pequenas moedas da humilhação


Dias ou janelas sobre o charco

Que se espelha no céu

Dias do dia-a-dia

Comboios que trazem o sono a resmungar para o trabalho

O sono centenário

Mal vestido mal alimentado

Para o trabalho

A martelada na cabeça

A pequena morte maliciosa

Que na espiral das sirenes

Se esconde e assobia


Dias que passei no esgoto dos sonhos

Onde o sórdido dá as mãos ao sublime

Onde vi o necessário onde aprendi

Que só entre os homens e por eles

Vale a pena sonhar.



                              Alexandre O'Neill (1924-1986)

 

(do livro «No Reino da Dinamarca» - 1958 - extraído da reedição feita pela editora Relógio D'Água, em Setembro de 1997)


publicado por flordocardo às 23:59
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23
Jul 13

 

 

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«Fraca é a padeira que diz mal do seu pão.»


 

  

publicado por flordocardo às 18:55
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21
Jul 13

 

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Com a intervenção de Cavaco ficamos entregues às cagarras... Mas elas não vão durar até ao fim da legislatura, como pretende o PR!

 

O povo vai lutar e vencer!


publicado por flordocardo às 20:59

18
Jul 13

 

 

*   *

 

A VER!

publicado por flordocardo às 00:48
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17
Jul 13

 

 

*   *   *

 


Com a naturalidade própria dos lacaios, a comunicação social informou que um senhor chamado David Justino participou na reunião entre PSD, CDS e PS, aquela da busca do "compromisso", com o fito de ir depois informar o chefe se o que ali se passou corresponde às instruções por ele dadas. 

Os participantes na reunião, todos eles democratas encartados, é claro, aceitaram como normal estarem a ser espiados e controlados em directo e ao vivo por um enviado de Cavaco, aceitando submeter-se ao mesmo.

Como alguém diria, «são artistas portugueses»... Mas artistas como estes o nosso povo destronará sem apelo nem agravo, mais tarde ou mais cedo!

Os traidores (e espiões), expulsam-se; e os ditadores, mesmo que disfarçados de Presidentes da República, derrubam-se!


É a minha opinião, claro.


publicado por flordocardo às 04:20

16
Jul 13
publicado por flordocardo às 00:11
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