25
Fev 14

 

 

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© Ernst Haas, 1970
publicado por flordocardo às 18:29
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23
Dez 13

 

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Foto de Ansel Adams (EUA, 1902.1984)
publicado por flordocardo às 02:22
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26
Out 13

 

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© Henri Cartier-Bresson
publicado por flordocardo às 01:14
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18
Set 13

 

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© Martine Franck, 1976
publicado por flordocardo às 02:55
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13
Jul 13

 

 

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Ó pra mim!

 

Com agradecimentos à Maria Isabel Costa.
publicado por flordocardo às 05:57
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23
Jun 13

 

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Foto: Copa só se for cabana.

publicado por flordocardo às 14:30

05
Jun 13

 

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© Daniel Blaufuks | O Ofício de viver, 2010

 

publicado por flordocardo às 03:59
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04
Jun 13

 

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MANUAL (obviamente prático e descartável)

 

Um livro de poesia não se lê como os outros – eis o que a prática me ensinou.

 

Começa-se pelo título em boa parte das vezes claro mas depois… Lê-se o primeiro poema ou verso e segue-se por aí buscando um fio. Depois consulta-se o índice (tenho relutância intensa em ler um livro que o não tenha) e persegue-se um título, um primeiro verso que nos prenda; e vai-se a essa página ver o objecto (os poemas são object(iv)os).

Depois fecha-se o livro passeia-se com ele por aqui e por ali como se lhe déssemos ar e/ou ele fosse a chave de casa. Mais tarde volta-se a abrir o objecto-livro (o livro também deve ser um objecto agradável à curiosidade mais funda do olhar) numa página ao calhas ainda não vista ainda não lida; e segue-se mais uma página e outra e outra. Fecha-se de novo o livro.

Ao abri-lo mais adiante por vezes pára-se num poema que nos afronta que não penetramos. Instala-se alguma augústia. Arranjei para tanto uma técnica de decifração: pelo próprio punho reescrevo esse poema para o papel ou para o computador; e guardo e volto a ler. E durante esse processo e/ou no fim dele descubro coisas que antes não conseguira vislumbrar. Na maioria das vezes é através dessa nesga de luz que o poema obscuro passa a ser aceite a ser do livro a ser como que meu. Costumo ensinar este pequeno truque às pessoas de quem mais gosto.

Mais tarde ou mais cedo o livro arruma-se num qualquer lugar. Até se voltar a pegar nele e a lê-lo por vezes como os outros do princípio para o fim e na íntegra. E até meses ou anos mais tarde se voltar a tê-lo na mão por mero acaso ou não; e voltar a abri-lo numa qualquer página ou em concreta busca do poema que no seu seio entre todos os demais nos calou mais fundo. É esse poema que por norma se divulga aos amigos. Faz-se isso (e tudo isto) por necessidade de uma «vida aguda atenta a tudo» como nos diz Herberto Hélder num dos poemas do seu último livro - «Servidões».

Acresce dizer que os livros de poesia também não se arrumam como os outros. Arrumam-se à altura (e à largura) dos olhos ou um tudo nada mais acima para que nos peçam que a eles voltemos.

Um livro de poesia não se lê como os outros (e este texto também não). É certamente por isso que rarissimamente leio outros. 

 

(PS - Está uma manhã estupenda, apesar de eu ter dormido pouco mais de duas horas)


publicado por flordocardo às 10:39
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10
Mai 13

 

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Um abraço de morte “assustadoramente belo”

A fotógrafa Taslima Akhter revelou um abraço de um homem e de uma mulher congelado pela derrocada do edifício Rana Plaza, no Bangladesh. A imagem ameaça tornar-se um ícone da luta contra as condições de trabalho no sector têxtil naquele país.

 

A fotógrafa desconhece a identidade deste casal 


*

 

AMANHECER

 

 

Que se faz na hora de morrer? Volta-se

a cara contra a parede?

Agarra-se pelos ombros o que está perto e ouve?

Deita-se cada um a correr, como o que tem

as roupas incendiadas, para chegar ao fim?

 

Qual é o rito desta cerimónia?

Quem vela a agonia? Quem puxa o lençol?

Quem afasta o espelho por embaciar?

 

Porque a esta hora não há mãe nem parentes.

Já não há soluço. Nada, mais que um silêncio atroz.

 

Todos são uma face atenta, incrédula

de homem de outra margem.         

 

Porque o que sucede não é verdade

 

 

                  Rosario Castellanos (México, 1926-1974)

 

(Tradução: José Bento - Do livro «Rosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro» - 2ª edição, Assírio & Alvim, 2001)


publicado por flordocardo às 00:53

01
Jan 13

 

 

*   *

(Foto de Priscila Pacheco)

 
Foto: :)
publicado por flordocardo às 15:54
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