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José Saramago morreu ontem, ao princípio da tarde.

Perdoarão que vos diga que deste autor só li um livro, um livro dos seus primórdios da escrita: «Os Poemas Possíveis».

Peguei no «Memorial do Convento» e não o levei até ao fim. O mesmo sucedeu com «O Ano da Morte de Ricardo Reis».

E, todavia, conheci e fui amigo da sua primeira companheira, já falecida, a pintora e gravadora Ilda Reis - que foi quase minha vizinha em mais novo (embora já então separada de Saramago); e também da filha de ambos, Violante Matos. Ele há coisas...

Talvez volte a pegar agora de novo no «Memorial do Convento» que, dizem vozes amigas e que respeito, terá sido o melhor romance (e quiçá o único digno de nota) escrito por Saramago. Acho que é isso mesmo que vou fazer.

E é desse livro que retive isto: «São os sonhos que seguram o mundo na sua ordem».

 

publicado por flordocardo às 00:32

Eu só li o «Memorial» e gostei.
Abraço e continuação!
a) Luna
Luna a 19 de Junho de 2010 às 14:14

Eu comecei a ler "Todos os nomes" e não consegui ler até ao fim. Também não podemos todos gostar de amarelo, não é verdade? A frase que retiraste do "Memorial do Convento" está de facto fantástica. Com aquele sentido profundo...
Bjinhos
ónix a 19 de Junho de 2010 às 19:47

De alguns que já li posso dizer que o que mais gostei foi "O Memorial do Convento" por isso aconselho-te vivamente a lê-lo, é muito marcante. Igualmente marcante e cativante é também o "Intermitências da Morte". Enfim, eu que gosto de Saramago, podia ficar aqui a dar-te sugestões e mais sugestões mas nem todos podemos gostar das mesmas coisas, não é?

A filha, Violante de Matos, ou muito me engano ou ela também tem residência cá na ilha da Madeira. De vez em quando vejo-a nas ruas do Funchal... Sempre que a vejo lembro-me de Saramago, é inevitável. ;)

beijinhos e bom fim-de-semana ***
Só Avulso a 19 de Junho de 2010 às 20:40


Obrigado pela tua opinião. A Violante e família moram aí de facto.
Bom fds para ti! Bjito!
flordocardo a 19 de Junho de 2010 às 22:29

José Saramago não era menos português por não pôr a bandeira à janela na véspera de um evento desportivo. Acima de tudo, a sua essência era ibérica. Convém dizer que só saiu de Portugal devido à ostracização de Sousa Lara, comprovada agora com o episódio político revisionista da não presença de Cavaco Silva no seu funeral. "Viagem a Portugal" é reflexo de amor e do encantamento que sentia pelo país, pela sua beleza e cultura, pela classe trabalhadora, espelhada na sua identidade, mesmo que isso significasse ir contra a ideologia do seu partido, contra a maioria religiosa, contra o politicamente correcto. Para o seu espírito inconformado, a morte é pouco relevante. Como diria Saramago, "o fim duma viagem é apenas o começo de outra".
Dylan a 22 de Junho de 2010 às 14:15

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