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Mai 09

 Queriam uma fotografia da flor do cardo?

 

 

 

EI-LA!

 

Fiquem por aí!

 

publicado por flordocardo às 19:14
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Uma breve chamada de atenção para a entrevista, fresquinha, concedida pelo professor Medina Carreira ao jornal «Correio da Manhã».

 

Muito interessante.

 

- «...o que vemos são as consequências de uma economia que não funciona»;

- «Não interessa nada produzir quantidade que é lixo. Nada.»

 

Eis dois momentos que retenho da citada entrevista.


Leiam e discutam.

publicado por flordocardo às 18:45
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Ao transcrever o poema que a seguir vos ofereço não houve música de fundo.
Mas pergunto a mim mesmo: que música será susceptível de acompanhar tão veemente poema?...
  
 
UMA PEQUENINA LUZ
 
Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla... em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indefectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não: brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha.
 
25/9/1949
 
JORGE DE SENA (1919-1978)
 
(do livro «Poesia III» - Moraes Editores, 1978)
 
 
 
Se esta «pequenina luz» é indubitavelmente a da liberdade, outras são as luzes que se vão acender por esse país fora até ao final deste ano. Falamos de centros comerciais.
 
Acabo de ler que 8 (oito!) novos centros comerciais vão abrir em Portugal este ano. O primeiro abre portas na Amadora, já no próximo dia 7 de Maio. Custou 300 milhões de euros e ocupa uma área bruta de 122 mil metros quadrados. Vai ser o maior do país!
 
“Nós”, por cá, não fazemos as coisas por menos!...
 
Crise? Qual crise?!... É mesmo disto que estamos a precisar meus senhores! Isto é que é «iniciativa», «empreendadorismo», «investimento», «produção»!
 
Excelentíssimo Primeiro-Ministro e ministros todos: não deixem de comparecer à inauguração, ouviram?! Pelo menos nesta (os espanhóis vão lá estar, OK?)...
 
Vivam as luzes todas das lojas todas desta eurolândia!
 
E que viva Portugal, carago!!! 
 
 
Post-scriptum  –  Em contraponto, eis que existem no país 36 municípios que não dispõem de estabelecimentos de ensino acima do 9º. ano de escolaridade…
 
Só no distrito de Portalegre são 9 os concelhos em tal situação.
 
Eis um caso de luzes a menos…

 

publicado por flordocardo às 10:55
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