22
Jan 11

 

*

 

O PÃO

 

Juro que aqui estamos sentados

julgo que mo disse ainda hoje ao despertar

uma mesa diante dos pés

uma manta acolhendo faz frio

 

Juro que aqui estamos sentados

o sofá dói a esta hora de domingo

 

Temos um amor e está bem

podemos deixá-lo na mesinha do corredor

ou no balcão da cozinha junto do pão

e não tem erro entrar e sair de casa

é passar por ele

 

Logo de manhã é barrá-lo na fatia de pão

pedir um bocadinho mais destas migalhas

 

  

Hugo Milhanas Machado (n. 1984)

 

(do livro «As Junções» - Artefacto/2010) 

 

publicado por flordocardo às 00:38
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21
Jan 11

 

*   *

 

«É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos.»

Orson Welles

publicado por flordocardo às 11:02
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Um dia do catrino, ontem (prepação para uma colonoscopia e feitura da mesma).    Ufff!

Agora vou ver se (finalmente) durmo e se fico capaz de ir trabalhar logo pela manhã.

 

 

publicado por flordocardo às 00:23
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20
Jan 11

publicado por flordocardo às 21:58
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*

 

O professor, num almoço com jovens, aqui há dias:

 

«Pensem bem o que significa alhear, deixar àqueles que são mais medíocres, àqueles que têm menos conhecimentos e capacidades, àqueles que são menos sérios, o poder de decisão.»

 

Eis a forma (naquele "português" troncho do costume) do nosso professor dizer que todos os outros candidatos são "mais medíocres", que têm "menos conhecimentos e capacidades" e são "menos sérios" do que ele...

 

Ele é o maior!

 

(E, já agora, o mais bem penteadinho deles todos, não acham?)

 

 

Quem é o professor, quem é?

 

Quem é o lobo vestido com pele de cordeiro, quem é?

 Cavaco Silva, pois claro!

 

publicado por flordocardo às 21:45

19
Jan 11

 

  

 Malhar, junto à residência oficial do Primeiro-ministro, após uma manobra provocatória e premeditada, e ainda armarem-se em vítimas...

Acho que nos devemos preparar para mais coisas do género, penso eu de que.

 

publicado por flordocardo às 17:22

publicado por flordocardo às 17:07

 

 

 

 

publicado por flordocardo às 11:19
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*    *

 

(Serenamente sem tocar nos ecos)

 

Serenamente sem tocar nos ecos

Ergue a tua voz

E conduz cada palavra

Pelo estreito caminho.

 

Vive com a memória exacta

De todos os desastres

Aos deuses não perdoes os naufrágios

Nem a divisão cruel dos teus membros.

 

No dia puro procura um rosto puro

Um rosto voluntário que apesar

Do tempo dos suplícios e dos nojos

Enfrente a imagem límpida do mar.

 

                                        Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

 

(do livro «No Tempo Dividido» - 4ª. edição, revista - Editorial Caminho/2005)



 

 

publicado por flordocardo às 00:50
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18
Jan 11

publicado por flordocardo às 13:06
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