26
Out 09

 

Acordei triste, confesso. Inexplicavelmente triste.

 

E divaguei um pouco; por aqui, por ali... Até me lembrar de Ruy belo. A nossa mente tem destas coisas...

 

Deixo-vos um dos seus poemas.

 

 

Povoamento
 
No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera

Ruy Belo
(1933-1978), poema extraído do livro «Aquele Grande Rio Eufrates»

 

publicado por flordocardo às 14:35
tags:

Outubro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
24

25
27


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO