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Jul 10

 

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Únicos e raros

Mas sente agora a minha crueldade
sem defesa,
porque to confesso e confesso em verdade
e com verdade: se de alguma coisa tive medo
foi do teu riso trémulo
e poroso como um
desmaio,
do recorte dos ombros,
da tua camisola verde - de um poema
de Byron.
E, sobretudo, sim, da tua grande, da tua imensa
tristeza.
E só por isso
me doeu o deserto que te (e me) arrastava; tantas as mágoas,
as afinidades,
as cumplicidades.
Porque nós somos únicos
e raros.
Juro.

                           Eduarda Chiote
(n. 1930)
(do livro «O Meu Lugar à Mesa» - Quasi Edições, 2006)

publicado por flordocardo às 13:16
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Tenho lido neste blog alguns belos poemas de autores que desconhecia, fico agradecida...
Um abraço
Rosinda a 29 de Julho de 2010 às 14:00

Não há nada que agradecer, pois é tudo de boa vontade.
Grande abraço! *
flordocardo a 29 de Julho de 2010 às 15:43

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