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Jul 10

 

*   *   *

 

Únicos e raros

Mas sente agora a minha crueldade
sem defesa,
porque to confesso e confesso em verdade
e com verdade: se de alguma coisa tive medo
foi do teu riso trémulo
e poroso como um
desmaio,
do recorte dos ombros,
da tua camisola verde - de um poema
de Byron.
E, sobretudo, sim, da tua grande, da tua imensa
tristeza.
E só por isso
me doeu o deserto que te (e me) arrastava; tantas as mágoas,
as afinidades,
as cumplicidades.
Porque nós somos únicos
e raros.
Juro.

                           Eduarda Chiote
(n. 1930)
(do livro «O Meu Lugar à Mesa» - Quasi Edições, 2006)

publicado por flordocardo às 13:16
tags:

Se eu te contasse... =P
Ana a 31 de Julho de 2010 às 19:13

Quando é mesmo preciso, eu sou como um POÇO, sabes? Quando não é preciso, acho que muitas vezes falo de mais e a minha sinceridade incomoda, constrange.
Sou assim.
Bjito! *

Acredito.
A tua sinceridade nunca me incomodou, até agora. E mesmo que me incomode é de mim responder com igual sinceridade. Se for justo melhor, se for injusto lutarei. Sou assim =)
Ana a 31 de Julho de 2010 às 19:30

Então está fixe!
Bjito! *
flordocardo a 1 de Agosto de 2010 às 22:57

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