04
Out 10

 

 

*   *   * 

 

BOM CONSELHO

 

Põe sempre os nomes aos bois

Nas histórias que contares.

Ou logo os burros depois

Se queixam de os retratares:

“Mas são as minhas orelhas!

Este azurrar é o meu!

Se estas são minhas guedelhas!

Ai este burro sou eu!

Não me nomeie ele embora,

Toda a Pátria vai agora

Saber-me por burro, hin-hã!

Ai que eu, hin-hã, hin-hã!”

- Quiseste a um burro poupar…

Logo doze hão-de zurrar.

 

                                 Heinrich Heine (Alemanha, 1797-1856)

 

(do livro «Poesia de 26 Séculos» - Antologia organizada por Jorge de Sena - Asa,2001)

publicado por flordocardo às 14:42
tags:

O máximo.
Bjokas
ónix a 5 de Outubro de 2010 às 21:00

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


Outubro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO