27
Mar 11

 

*   * 

 

Laranjas

 

São laranjas que trazem os navios.

Alinham-se no cais. Circulam na cidade

 

São esta cor das ruas e dos montes

Inundam a manhã de claridade

 

Ladeiam os caminhos

Como quem volta aos ramos

 

Em cada mão acendem a promessa

Tão viva que magoa nos sentidos

 

E túrgidas se mostram. Ardem. Pulsam.

No coração dos homens,

Redondas, como um gládio, amadurecem.

 

                                            Edgar Carneiro (1913-2011)

 

(do livro «Antologia Poética» - Espinho, Elefante Editores, 1998)

 

publicado por flordocardo às 02:13
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