05
Abr 11

 

*  *

 

O PORTO (*)

 

Sob o ventre dos barcos lençóis de água

em ondas por dentes alvos laceradas.

Chaminés suspirando como se corresse

pelos tubos de bronze amor e incontinência.

Juntavam-se os barcos nos cais de chegada

ao mamilo vasto da sua mãe de ferro.

Nas orelhas moucas dos vapores

abrasavam os brincos das âncoras.

 

(1912)

Vladimir Maiakovski (Rússia, 1894-1930)

 

(*) Neste poema registam-se impressões do porto de Nikoláevski.

 

(do livro «Obras de Maiakovski – Volume I: Eu Próprio - Poesia 1912/1916» - Editora Vento de Leste, Abril/1979)

 

 

publicado por flordocardo às 17:57
tags:

Como em poucas palavras se exprime tanta força...
Porto Santo a 6 de Abril de 2011 às 00:55

É uma poema bastante imagético. Parece que estamos a ver.
Força!
flordocardo a 8 de Abril de 2011 às 23:35

Fantástico... poderoso!
Bjokas
ónix a 8 de Abril de 2011 às 23:30

Concordo!
Bjões! * * *
flordocardo a 8 de Abril de 2011 às 23:36

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