19
Dez 09

 

 

 

Quando comecei este poema? Outubro? Novembro? Já não recordo; não tomei nota.
Sei que o limei e completei hoje.
Aqui ele vos fica (mesmo que não consiga ainda dissipar plenamente as minhas dúvidas quanto a ser esta, ou não, a sua forma definitiva).
 
*
O QUE CANSA
 
O que cansa
é a ausência do teu rosto
- voz que já não diz
 
Os escapes calcinados prosseguem pelas ruas
O vento sopra e não leva o cheiro a lacre
nem os restos das colmeias ardidas pelo verão
Nem a fome que se cala e esconde
- sequer o medo escondido em pregas de retrosaria
Há polícias e gravatas em demasia
Já não se compram chocolates
e fechou a tabacaria
 
Ah
Mas o que cansa mesmo é a ausência do teu rosto
e a memória dorida de lembrá-lo
ao alcance das mãos neste olhar silente
 

                                                Rua do Arsenal

arsenal street lisbon  catedral2.weblog.com.pt

                                                      

publicado por flordocardo às 01:27

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