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Jan 12

 

*   *

 

Revolução

 

 

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação

                        

                            Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

 

(do livro «O nome das coisas» - Moraes Editores, Lisboa/1977)

publicado por flordocardo às 17:56
tags:

Excelente poema. Abraço!
M. Silvino a 31 de Janeiro de 2012 às 17:52

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