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Fev 12

 

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O governo PSD/CDS-PP tinha anunciado que 2012 seria o ano do início da “recuperação” económica, lembram-se? Mas afinal…

 

O facto é que a Comissão Europeia veio agora anunciar que Portugal vai registar em 2012 um decréscimo no Produto Interno Bruto (PIB) de 3,3 por cento (o pior de toda a União Europeia, com excepção da Grécia) e que o desemprego continuará a subir. Para além disso, Portugal, mesmo com a actividade produtiva em liquidação acelerada, registará a taxa de inflação mais alta de toda a UE, seguramente muito acima do valor estimado de 3,3 por cento.

 

A dita previsão de -3,3 por cento na contracção do PIB destina-se a ser permanentemente ultrapassada para baixo, à medida que a crise se for agravando. Basta referir que a primeira previsão para 2012, feita pelo governo em Setembro de 2011, foi de -1,8 por cento, logo corrigida em Outubro para -2,5 por cento, novamente alterada em Dezembro para -3 por cento, agora colocada em -3,3 por cento, e assim sucessivamente…

 

Esta permanente contracção do PIB faz aumentar continuamente a dívida externa e os respectivos juros. Apesar dos brutais aumentos de impostos sobre os trabalhadores decretados pelo governo, o montante total recolhido em impostos está a diminuir por força da diminuição da actividade económica e do aumento do desemprego (menos 8 por cento em Janeiro relativamente a igual mês do ano anterior), o que torna inevitável novas medidas de austeridade, maior decréscimo da produção nacional, mais desemprego, mais roubos no salário e no trabalho, mais impostos, menos saúde, etc. Este ciclo tem de ser urgentemente rompido pela força e pela luta dos  trabalhadores!

 

Não se pode aguentar mais uma tal situação. A dívida pública, que não foi contraída pelo povo português nem em seu benefício, tem de ser repudiada. Urge pôr em prática um plano nacional de desenvolvimento económico a favor da população trabalhadora e não dos grandes capitalistas e exploradores. Os trabalhadores têm de unir esforços para derrubar o actual governo de traição nacional e substitui-lo por um novo governo unitário de esquerda, democrático e patriótico. Este governo de vendidos não tem já qualquer tipo de legitimidade democrática; ele não passa de um mero instrumento da ocupação do país pelos interesses imperialistas representados pela troika.

 

Por tudo isto, a greve geral convocada para o próximo dia 22 de Março assume uma grande importância política. A mesma tem que ser vitoriosa! Devemos preparar activamente essa jornada de luta, dando com ela um passo decisivo para alcançar aqueles objectivos!

 

(PS - Entretanto, Passos Coelho manifestou-se “moderadamente optimista” quanto ao cenário macroeconómico do país...) 

 

publicado por flordocardo às 01:46

Viva a greve geral!
anónimo a 26 de Fevereiro de 2012 às 19:56

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