24
Fev 10

 

 

(tenho aquela que me olha e que olho)
 
tenho aquela que me olha e que olho
e misturamo-nos como brisas e
silêncios e digo tenho aquela que
me vê e ela olha-me e tudo o
que somos é uma partilha uma
mistura e digo diz e aquela que
tenho beija-me num olhar e num
silêncio que não posso dizer
 
                                                                       José Luís Peixoto
                 (do livro «A Criança em Ruínas» - Edições Quasi, 2001)
 
 
*   *   *   *
DUAS CITAÇÕES
 
Voltaire, pseudónimo de François-Marie Arouet (França, 1694-1778)

 

Birger Sjoberg (Suécia, 1885-1929)

(PS - A opção gráfica de apresentação do poema é da minha exclusiva responsabilidade, esperando eu que o autor a perdoe)

 

publicado por flordocardo às 17:55
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José Luís Peixoto é um dos meus escritores favoritos. Adoro a sua escrita seja em forma de poesia ou em prosa poética, seja como for ele é um mestre naquilo que faz.
Foi-me apresentado pela primeira vez na Universidade e desde então que para mim lê-lo é quase obrigatório. Na sua escrita há sentir, amar, sofrimento e redenção, morte e ascensão... Há tudo o que a nossa vida tem e que a maior parte das vezes não sabemos como o descrever.

beijinhos***
Só avulso a 24 de Fevereiro de 2010 às 20:04

Eu gosto muito, embora só conheça o seu primeiro livro, «Morreste-me» (coisa pungente , sobre a perda do pai), e este. Tenho porém a intuição de que o autor se devia dedicar quase só à poesia. Mas posso estar enganado...
Continua a passar por aqui e Abraço grande para ti!
flordocardo a 24 de Fevereiro de 2010 às 23:57

Acrescento, cara «só avulso», que linkei hoje o teu blogue ao meu. Estou a gostar dos teus posts.
Abraço!
flordocardo a 25 de Fevereiro de 2010 às 17:41

Maravilha... impressionante o poder que as palavras têm no nosso sentir, pelo menos no meu.
Beijinhos.
ónix a 24 de Fevereiro de 2010 às 22:59

Cara ónix, nem sabes o que temi, os receios que tive, o turbilhão que me inundava no momento em que decidi colocar este post on-line - o qual tinha sido feito na véspera, mais ou menos por esta hora.
Passaram algumas horas e confesso-te (estás quase nomeada minha confessora oficial...) que não estou arrependido de o ter dado aqui à luz. Espelha mais um momento importante da minha passagem pela vida.

Bjões!
flordocardo a 25 de Fevereiro de 2010 às 00:03

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